Em busca dos Bitcoins da lava jato Deputado quer convocar Glenn Greenwald para audiência

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Em buca dos Bitcoins da “lava jato”, o Deputado Federal Júnior Bozzella, (PSL-SP) protocolou um requerimento na Câmara dos Deputados, convocando para uma Audiência Pública, o editor do site The Intercept, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, conforme pedido publicado em 13 de agosto.

Boezzella alega que Greenwald não conduz o site com imparcialidade, “o Site The Intercept tem um direcionamento político partidário de esquerda, o que deixa totalmente comprometida sua isenção na divulgação da atividade jornalística.”

 “Não pode deixar de considerar que o site The Intercept, conforme reportagem divulgada pelo R7, em análise de suas divulgações em um período entre os dias 1º e 13 de outubro de 2018 revela o viés político favorável a esquerda. Dos 27 artigos e reportagens publicadas neste período, nenhuma abordou qualquer denúncia ou assunto relacionado ao PT. No entanto, no mesmo período foram cinco artigos e 10 reportagens críticas ao candidato Jair Bolsonaro (PSL)”

Tendo o possível viés político do site como pano de fundo, Bozzella acredita que é necessário convocar Greenwald para esclarecer se houve ou não pagamento em bitcoin pelas informações compartilhadas com o site pelos hackers que invadiram contas de diversas autoridades ligadas a operação lava jato.

“A Polícia Federal investiga os quatro hackers presos na operação Spoofing por suspeita de terem recebido o pagamento em bitcoins para invadir o celular do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, vítima de interceptação ilegal de suas comunicações. O pagamento em criptomoedas pode ter sido uma maneira de ocultar possíveis provas de mandantes para execução de crimes cibernéticos. Além dos graves crimes cibernéticos cometidos pelos hackers, coloca-se em questão a compra de informações de forma ilegal e criminosa, a divulgação de informações obtidas de maneira ilegal, e quais seriam os interesses por trás delas. Além da possível compra destas informações por moedas virtuais para ocultar provas e vestígios de quais os mandantes de interceptação ilegal de comunicações”, diz o requerimentos.

Embora o requerimento ainda precise ser aprovado, Glenn Greenwald, já esteve na Câmara dos Deputados em outro momento e declacou que não houve qualquer pagamento pelas informações.

Enquanto isso a Polícia Federal ainda busca os “Bitcoins da Lava Jato” e pode ter encontrado BTCs em exchanges nacionais atrelados a Walter Delgatti Neto, um dos presos na Operação Spoofing acusado de invadir contas em aplicativos de redes sociais de autoridades ligadas a operação. 

Atualmente a PF vem cruzanado as informações encontradas nos celulares e computadores dos quatro suspeitos presos, junto com os registros enviados pelas corretoras acionadas judicialmente a revelar a existência de criptomoedas em contas dos acusados (foram acionadas as plataformas Mercado Bitcoin, FoxBit, Braziliex, 3xBit, Brasil Bitcoin e OmniTrade).

Embora Neto tenha negado ter sido pago por qualquer serviço de hacking ligado as autoridades da Lava Jato, a Polícia Federal busca relação entre os valores encontrados e informações dos dispositivos apreendidos para tentar encontrar possíveis patrocinadores da ação.

Segundo a reportagem, a PF e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) já receberam os dados das empresas que os suspeitos usavam para operar com criptomoedas e estão chegando as informações.

Como reportou o Cointelegraph

O ‘envolvimento’ do Bitcoin na lava-jato não é novo, em 2017 a Operação Pão Nosso, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, descobriu um esquema de lavagem de dinheiro usando bitcoin.

Suspeitos de superfaturar pães para a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), suspostamente usaram a criptomoeda para driblar os órgãos públicos de controle financeiro e realizaram quatro operações, segundo as investigações, totalizando R$ 300 mil em bitcoins.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam desviado, pelo menos, R$ 73 milhões dos cofres públicos com um esquema de superfaturamento e fraude no fornecimento de pão para os presos das cadeias estaduais. Sobre o uso da criptomoeda, a força-tarefa explicou que a ideia era receber dinheiro no exterior “usando um instrumento que não é regulado na maioria dos países”, através de remessas para fora do país.






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