CBF processa suposta pirâmide financeira por débito de R$12 milhões

CBF processa suposta pirâmide financeira por débito de R$12 milhões 1

Pirâmides financeiras têm deixado diversos pessoas lesadas em 2019. A bola da vez foi a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que está cobrando na Justiça o pagamento de mais de R$7 milhões da suposta pirâmide financeira All Invest.

Conforme relatado pela Folha de São Paulo no dia 26 de novembro, o valor cobrado diz respeito a um contrato de R$12 milhões firmado entre a CBF e a All Invest que dizia respeito à disponibilização de espaços publicitários para a All Invest na Copa Verde, evento esportivo que reúne clubes de futebol das regiões norte e centro-oeste do Brasil, além do Espírito Santo.

O acordo, firmado em fevereiro deste ano, consistia no total de R$12 milhões – R$4 milhões por temporada, de 2019 a 2021. Contudo, após a All Invest não pagar a primeira parcela de R$2 milhões vencida no mês de março, a CBF rescindiu o contrato. O valor cobrado pela CBF é R$7.213.820,63, referente à uma multa de 50% do valor do contrato, acrescida de correção monetária e juros de mora.

Em seu site, a All Invest aparenta problemas financeiros. Logo na página inicial, são exibidos dois comunicados referentes aos atrasos, e que a empresa cessará suas atividades por 60 dias após o pagamento de todos os valores devidos.

Além disso, as informações sobre a empresa são destoantes. De acordo com informações contidas na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp) e na Receita Federal, a All Invest tem sede na capital paulista. Contudo, ao ser buscada em ferramentas de pesquisa, a sede da All Invest é exibida em um endereço localizado em Goiânia.

O contrato previa que a marca da All Invest seria exibida em sete placas em estádios – com uma placa central exibindo “Copa Verde All Invest” -, além de figurar nos uniformes dos mascotes dos times durante as semifinais e na final, no totem da bola, na placa para foto oficial e no pódio de premiação.

Golpes de supostas pirâmides financeiras têm tomado o país em 2019. De acordo com uma publicação do CriptoFácil de julho deste ano, o superintendente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) José Alexandre Vasco afirmou que golpes de pirâmides financeiras e forex baterão recorde este ano. Segundo Vasco:

“Houve um crescimento importante na quantidade de ofertas irregulares e atuações irregulares nos últimos quatro anos. Em alguns casos, há falta de informação por parte dos agentes. Quando notificados pela CVM, eles buscam se regularizar ou cancelam suas operações. Mas a maior parte dos casos é de golpes financeiros.”

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